Vital Moreira cativou-me na sua resposta a José Manuel Fernandes que apareceu no Público da passada terça-feira. Porém, não evitei o ensinamento bíblico das pedras atiradas pelos livres de pecado. Vital junta-se à procissão socialista, e não sendo um pecador, deixa vislumbrar alguns pecadilhos. Sócrates teve em Vital o seu fiel escudeiro. Quando conveniente, uma escusa que encheu o vazio deixado pelo líder.
“Para além de não ter as inibições próprias da filiação partidária, tenho no meu currículo muitos anos de denúncia e de combate aos interesses instalados (...)” Parece-me que isto é Vital Moreira a pedir desculpa porque sempre viu coisas apenas de um lado. E não vai mudar de atitude e faz muito bem. Foi um candidato que apareceu sempre sem preocupações quanto aos seus resultados eleitorais. Pudera, pouco lhe interessa, porque tem lugar assegurado pela sua posição na lista, e como esteve sempre fora da máquina partidária do PS, se imaginou como um convidado para levar o partido às urnas, e não à vitória, que isso pertenceria aos aparelhistas. Resta, agora em fim de campanha, saber quem se encarregaria dessa vitória... Mas nós estamos aqui é para esCAVACAr neles. Transcrevendo do artigo de Vital Moreira:
1- “(...) nenhum partido pode ser politicamente responsabilizado pela má conduta profissional ou empresarial de militantes seus, salvo quando no exercício ou a coberto de cargos partidários (...)” para aduzir que “ (...) tendo em conta a responsabilidade directa de conhecidas figuras gradas do PSD na gestão do BPN (...) o PSD devia emitir a sua opinião política sobre a questão, condená-la e demarcar-se dela (...)” Tudo isto para dizer que o silêncio é comprometedor. E a questão não será de colocar também quando um político, nomeado para homem de Estado, abusa da sua posição e depois nem sequer ele ou o partido comentam, para se desculparem, demarcarem... Parece alheado da realidade o paternal observador que esquece que a obra que protege joga às escondidas. O nosso PM avança sempre com cabalas, e nem sequer se digna pronunciar-se claramente sobre aquilo de que é acusado em público. Medo de mentir, ou medo da verdade? Será que nenhuma das crianças neste recreio não sabe jogar à apanha ou andamos a jogar ao bate-pé?!
2- Nas linhas do Público ficou uma questão “Quantos militantes do PSD se sentem confortáveis com a companhia política dos protagonistas do BPN/SLN?”. Apesar de tudo, continuo a insistir que é pior o caso de um país que tem um Primeiro-Ministro cujo nome está envolvido em casos como aqueles que trouxeram a lume o nome de José Sócrates recentemente. Teorias da conspiração lembram-me a explicação das cegonhas ou a vinda do Pai Natal.
3- “Se os partidos políticos não podem ser responsabilizados pela censurável conduta extrapartidária dos seus militantes, já é exigível que se distanciem dela quando seja especialmente lesiva dos interesses públicos e comprometa politicamente o partido.” Concordo plenamente, mas onde é que está o Sr. Procurador Lopes da Mota? Bem sei da posição de Vital Moreira neste caso, mas há uma coisa que na vida social comprometerá até o mais insuspeito dos cidadãos, tão apenas a sua companhia!
“Para além de não ter as inibições próprias da filiação partidária, tenho no meu currículo muitos anos de denúncia e de combate aos interesses instalados (...)” Parece-me que isto é Vital Moreira a pedir desculpa porque sempre viu coisas apenas de um lado. E não vai mudar de atitude e faz muito bem. Foi um candidato que apareceu sempre sem preocupações quanto aos seus resultados eleitorais. Pudera, pouco lhe interessa, porque tem lugar assegurado pela sua posição na lista, e como esteve sempre fora da máquina partidária do PS, se imaginou como um convidado para levar o partido às urnas, e não à vitória, que isso pertenceria aos aparelhistas. Resta, agora em fim de campanha, saber quem se encarregaria dessa vitória... Mas nós estamos aqui é para esCAVACAr neles. Transcrevendo do artigo de Vital Moreira:
1- “(...) nenhum partido pode ser politicamente responsabilizado pela má conduta profissional ou empresarial de militantes seus, salvo quando no exercício ou a coberto de cargos partidários (...)” para aduzir que “ (...) tendo em conta a responsabilidade directa de conhecidas figuras gradas do PSD na gestão do BPN (...) o PSD devia emitir a sua opinião política sobre a questão, condená-la e demarcar-se dela (...)” Tudo isto para dizer que o silêncio é comprometedor. E a questão não será de colocar também quando um político, nomeado para homem de Estado, abusa da sua posição e depois nem sequer ele ou o partido comentam, para se desculparem, demarcarem... Parece alheado da realidade o paternal observador que esquece que a obra que protege joga às escondidas. O nosso PM avança sempre com cabalas, e nem sequer se digna pronunciar-se claramente sobre aquilo de que é acusado em público. Medo de mentir, ou medo da verdade? Será que nenhuma das crianças neste recreio não sabe jogar à apanha ou andamos a jogar ao bate-pé?!
2- Nas linhas do Público ficou uma questão “Quantos militantes do PSD se sentem confortáveis com a companhia política dos protagonistas do BPN/SLN?”. Apesar de tudo, continuo a insistir que é pior o caso de um país que tem um Primeiro-Ministro cujo nome está envolvido em casos como aqueles que trouxeram a lume o nome de José Sócrates recentemente. Teorias da conspiração lembram-me a explicação das cegonhas ou a vinda do Pai Natal.
3- “Se os partidos políticos não podem ser responsabilizados pela censurável conduta extrapartidária dos seus militantes, já é exigível que se distanciem dela quando seja especialmente lesiva dos interesses públicos e comprometa politicamente o partido.” Concordo plenamente, mas onde é que está o Sr. Procurador Lopes da Mota? Bem sei da posição de Vital Moreira neste caso, mas há uma coisa que na vida social comprometerá até o mais insuspeito dos cidadãos, tão apenas a sua companhia!
4- Não se podem queixar os socialistas de pressão na comunicação social, porque afinal de contas, se quisermos responsabilizar algum político hoje em dia parecem ser o único meio para denunciar e agitar. As eleições não me parecem ser arma nenhuma de arremesso, vistas as sondagens e a perspectiva da abstenção.
E assim morre uma vez mais a culpa em praia inóspita, e solteira que ela vai, em tempo de eleições que ainda dão votos ao PS.