Em tudo o que leio, vejo e ouço dito sobre o nosso belo país, parece iminente uma revolução. Como não há meios, nem a fome é tão grande quanto o poderíamos pensar, porque ainda não chegou às fartas mesas dos corruptos que defendem o povo em público e vão para casa comer o que lhe roubam enquanto mandatados, nem pensem que temos revolução tão depressa.
Antes que me acusem de canhoto: revolução agora seria aparecer alguém, ou um grupo de uns quantos alguns, que tenham verdadeiro egoísmo patriótico - dar a volta ao nosso país, ser messias e corajosos.
O tempo passa, e perdemos a corrida. A locomotiva, ainda que sem fôlego, escapa cada vez mais da carruagem da taberna em que Portugal se atasca.
22 de julho de 2010
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